sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Entrevista com Luis Fernando Veríssimo

Marcelo Salles – Luis Fernando Verissimo, por favor, diga-nos onde você começou a trabalhar e por onde passou...
Eu comecei a trabalhar em jornal muito tarde, com mais de trinta anos. Eu nunca tinha escrito nada. Comecei na Zero Hora, de Porto Alegre, em 1966. Naquele tempo não precisava ter o diploma de jornalista. Depois eu passei pra Folha da Manhã, lá de Porto Alegre também e, depois de cinco anos, voltei para o ZH. Depois fui pro JB, pro Estado de São Paulo e... Foi assim, o começo foi assim...
Malu Muniz – Você presenciou o jornalismo da década de 60. É muito diferente o jornalismo de hoje do daquela época?
Sem dúvida...

Malu Muniz – Até pela quantidade de jornais, pela variedade... Eu queria que você comentasse um pouco essas diferenças.
A principal diferença é que naquela época o jornalismo era quase um "bico" para as pessoas. Elas tinham emprego no governo, faziam outras coisas e faziam jornalismo também. Havia uma certa promiscuidade do jornalismo com o governo, que ainda existe, claro, mas naquela época era muito mais. Hoje o jornalismo se profissionalizou, sem dúvida. É uma profissão. Naquela época, era um bico, as pessoas faziam jornalismo como segundo emprego, uma coisa mais amadorística.

Malu Muniz – Você usou o termo "promiscuidade" para falar da relação entre jornalismo e política. Você não acha que hoje em dia essa relação está mais velada e, por isso, menos perceptível?
É que hoje essa relação é diferente, né? Porque as grandes empresas jornalísticas têm suas estratégias, seus interesses como grande empresa e, nesse sentido, são oficialistas, têm uma relação com o governo. Mas, na época, o camarada podia trabalhar no palácio do governo durante o dia e de noite ir para o jornal escrever. Obviamente, não ia criticar o governo pra não perder o emprego. Hoje não tem esse tipo de relação tão espúria. Mas tem a combinação dos interesses da empresa com os do governo, que é uma forma velada de promiscuidade.

Malu Muniz – No caso, seria mais perigosa para o leitor?
Bom, nos dois casos é uma coisa meio disfarçada, o leitor não fica sabendo.

Bruno Zornitta – Como é a questão da liberdade de expressão em um jornal como O Globo, dentro desse contexto do Conselho Federal de Jornalismo?
Bom, você sabe que nós tivemos um período em que havia censura ostensiva da imprensa, com o censor dentro do jornal. Isso na época da ditadura militar e, em 1974, isso começou a mudar. Houve uma liberação gradual e, desde então, não tem havido mais esse tipo de censura, do camarada ir no jornal e falar: "Não, isso não pode sair". Eu ainda peguei essa fase, tinha que ter sempre uma crônica na reserva... Mas isso acabou, um pouco antes de acabar a ditadura e, desde então, eu, por exemplo, nunca tive nenhum tipo de restrição, sempre escrevi o que queria, tanto na Zero Hora, como aqui no JB, depois no Globo.

Bruno Zornitta Agora, com relação à censura e ao capital, dentro dessa questão do CFJ, a criação desse órgão não interessa aos empresários do setor...
Marcelo Salles Só aproveitar para colocar dentro dessa mesma questão o caso do Carlos Costa. O Bob Fernandes deu na CartaCapital, você deu no Globo, mas raros foram os colunistas que falaram nisso, um tema importantíssimo, que mexe com a nossa soberania. O ex-chefe do FBI disse que eles compram a imprensa sim, compram a PF sim. Por que não virou manchete nos jornais? Exato... Eu não tinha terminado a resposta à outra pergunta, o que eu queria dizer é que acabou a censura, mas obviamente continua havendo um controle sobre o noticiário, dependendo muito dos interesses das empresas jornalísticas. Então, não há censura, proibição, mas há um controle. Para o jornal não interessa que saiam certos tipos de notícia e então não se faz uma cobertura. Às vezes, tem um ou outro colunista que tem liberdade de escrever o que ele quiser, mas, mesmo assim, a posição oficial do jornal é um tipo de controle da informação. E essa questão de haver um conselho para disciplinar o jornalismo é uma forma, se aceitável, de justamente acabar com esse quase monopólio da informação de poucos grupos empresariais, ligados à comunicação, pertencentes a umas poucas famílias, que têm o controle da informação. A minha posição pessoal é que é muito perigoso a gente estabelecer qualquer tipo de precedente assim pra disciplinar a imprensa, talvez houvesse outro meio para se chegar a isso. E esse quase monopólio da informação não ocorre só no Brasil; é no mundo todo. O poder que tem esse australiano [Rupert] Murdoch [dono do grupo Fox], isso é um tipo de censura, de controle, de monopólio da informação.

Malu Muniz – Como você vê o fruto dessa informação? Você acha que a população é mais uma velhinha de Taubaté ou ela já é capaz de criticá-la? Porque a gente lida muito com essa questão da capacidade da população de criticar aquilo que lê.
Eu acho que as pessoas têm um senso crítico. Eu não gosto quando me dizem que eu sou um formador de opinião. Qualquer pessoa tem suas opiniões, independentemente do que ela lê, mas é óbvio que a força da imprensa, principalmente da televisão, o poder que ela tem de formar opiniões, de pessoas que não sabem qual a opinião delas, acabam indo atrás da grande imprensa. Mas eu acho que, em geral, as pessoas são mais sensatas, mais inteligentes do que se pensa. Mas é uma briga. A força da grande imprensa é difícil de se combater.
Marcelo Salles – No início do governo Lula, você escreveu um texto sobre um certo cavaleiro que foi preparado durante anos para enfrentar um dragão, mas não foi preparado para o caso de o dragão gostar dele. Hoje esse cavaleiro não estaria gostando do dragão?
É, eu acho que há uma certa decepção, minha e de muita gente com o governo Lula. Ele passou todos aqueles anos do governo FHC, do Collor, falando sobre o neoliberalismo, da economia de mercado, da dependência do Brasil ao capital especulativo e tudo mais. E chega o PT no governo e adere ao modelo econômico neoliberal, é uma certa decepção. Pode dizer: "Bom, tem que ter um pouco de paciência, porque eles não podem fazer uma ruptura imediata com o passado, tem que ser uma coisa gradual, não pode espantar os investidores, os banqueiros...". Mas não se vê nenhum sinal de que isso vá mudar, né? O camarada vivia dizendo que ia enfrentar o dragão e, quando entrou na caverna para enfrentá-lo, saiu de lá amigo do dragão. Pode ser estrategicamente defensável, mas não sei não...

Marcelo Salles – Eu percebo você como uma pessoa muito sensível para analisar os temas todos. Vendo o Brasil, vendo o mundo, me parece que o humanismo está perdendo. As causas humanistas estão sendo derrotadas para tudo o que é feito em nome de dinheiro, de mercado. Por que isso acontece, por que o ser humano está perdendo a sua humanidade?
Pois é, eu também não sei. É cada vez mais a força do dinheiro, cada um querendo ganhar para si e esquecendo os outros. Tem um pouco a ver também com o fracasso da experiência socialista, que, na URSS e em outros países, descambou para o autoritarismo. Isso, de certa maneira, desmoralizou algumas teses de esquerda. Mas para mim continua valendo aquela frase do Engels: "A única alternativa é entre o socialismo e a barbárie". A gente, hoje, talvez não saiba o que seja socialismo, mas barbárie a gente sabe o que é.
Malu Muniz – Você, na maioria de seus textos, trabalha exatamente com o humor. Você acha que o humor é uma forma eficiente de se incutir uma crítica?
O humor é uma linguagem. Você pode falar de tudo, coisas mais e menos sérias, mas usando uma linguagem mais leve, mais atraente. As pessoas gostam de ler uma coisa bem-humorada. Mas às vezes, há certos riscos, por exemplo, a ironia, que é sempre perigosa, porque muitas vezes a pessoa não entende a ironia. Tem que explicar que aquilo é ironia. Mas, fora isso, o humor é uma linguagem que serve para tudo.
Marcelo Salles – Bom, mais uma CPI [Banestado] vai chegando ao fim e, não sei se você escreveu a "Caderneta da dona Loló", pensando nisso, mas acredito que sim. A caderneta, para quem não sabe, tinha os nomes de todas as meninas da cidade que faziam programas e os nomes dos seus clientes. E um coroinha acha e leva para o padre, que é moralista...
...e o padre vai denunciar todos os clientes da dona Loló e, quando ele abre a caderneta, ele vê que tem todas as grandes figuras da cidade, passando pelo prefeito, pelo juiz de direito e até o principal doador da igreja está na caderneta de dona Loló. Ele, obviamente, fecha a caderneta e não faz denúncia nenhuma. Então, tem a ver com essa CPI, que está investigando essa prática comum do empresariado, dos banqueiros, que é mandar dinheiro para fora do país e, quando começaram a aparecer alguns nomes de peso, decidiram que era melhor não continuar com ela. E acho que estão matando a CPI, os caras já liquidaram com ela. Ia aparecer nome de banqueiro, de empresário conhecido. Então, era melhor não mexer nessa.


Luis Fernando Verissimo 

"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda."
(O Gigolô das palavras).

 Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos, tendo cursado a Roosevelt High School de Washington, onde também estudou música, sendo até hoje inseparável de seu saxofone.
É casado com Lúcia e tem três filhos.
Jornalista, iniciou sua carreira no jornal Zero Hora, em Porto Alegre, em fins de 1966, onde começou como copydesk mas trabalhou em diversas seções ("editor de frescuras", redator, editor nacional e internacional). Além disso, sobreviveu um tempo como tradutor, no Rio de Janeiro. A partir de 1969, passou a escrever matéria assinada, quando substituiu a coluna do Jockyman, na Zero Hora. Em 1970 mudou-se para o jornal Folha da Manhã, mas voltou ao antigo emprego em 1975, e passou a ser publicado no Rio de Janeiro também. O sucesso de sua coluna garantiu o lançamento, naquele ano, do livro "A Grande Mulher Nua", uma coletânea de seus textos.
Participou também da televisão, criando quadros para o programa "Planeta dos Homens", na Rede Globo e, mais recentemente, fornecendo material para a série "Comédias da Vida Privada", baseada em livro homônimo.
Escritor prolífero, são de sua autoria, dentre outros, O Popular, A Grande Mulher Nua, Amor Brasileiro, publicados pela José Olympio Editora; As Cobras e Outros Bichos, Pega pra Kapput!, Ed Mort em "Procurando o Silva", Ed Mort em "Disneyworld Blues", Ed Mort em "Com a Mão no Milhão", Ed Mort em "A Conexão Nazista", Ed Mort em "O Seqüestro do Zagueiro Central", Ed Mort e Outras Histórias, O Jardim do Diabo, Pai não Entende Nada, Peças Íntimas, O Santinho, Zoeira , Sexo na Cabeça, O Gigolô das Palavras, O Analista de Bagé, A Mão Do Freud, Orgias, As Aventuras da Família Brasil, O Analista de Bagé,O Analista de Bagé em Quadrinhos, Outras do Analista de Bagé, A Velhinha de Taubaté, A Mulher do Silva, O Marido do Doutor Pompeu, publicados pela L&PM Editores, e A Mesa Voadora, pela Editora Globo e Traçando Paris, pela Artes e Ofícios.
Além disso, tem textos de ficção e crônicas publicadas nas revistas Playboy, Cláudia, Domingo (do Jornal do Brasil), Veja, e nos jornais Zero Hora, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil e, a partir de junho de 2.000, no jornal O Globo.
Na opinião de Jaguar "Verissimo é uma fábrica de fazer humor. Muito e bom. Meu consolo — comparando meu artesanato de chistes e cartuns com sua fábrica — era que, enquanto eu rodo pelaí com minha grande capacidade ociosa pelos bares da vida, na busca insaciável do prazer (B.I.P.), o campeão do humor trabalha como um mouro (se é que os mouros trabalham). Pensava que, com aquela vasta produção, ele só podia levantar os olhos da máquina de escrever para pingar colírio, como dizia o Stanislaw Ponte Preta. Boemia, papos furados pela noite a dentro, curtir restaurantes malocados, lazer em suma, nem pensar. De manhã à noite, sempre com a placa "Homens Trabalhando" pendurada no pescoço."
Extremamente tímido, foi homenageado por uma escola de samba de sua terra natal no carnaval de 2.000.
BIBLIOGRAFIA :
Crônicas e Contos:

- A Grande Mulher Nua (7)

- Amor brasileiro (7)

- Aquele Estranho Dia que Nunca Chega (2)

- A Mãe de Freud (1)

- A Mãe de Freud (1) (ed. de bolso)

- A Mesa Voadora (6)

- A Mulher do Silva (1)

- As Cobras (1)

- A velhinha de Taubaté (1)

- A versão dos afogados – Novas comédias da vida pública (1)

- Comédias da Vida Privada (1)

- Comédias da Vida Privada (1) (ed. de bolso)

- Comédias da Vida Pública (1)

- Ed Mort em “O seqüestro o zagueiro central” (ilust. de Miguel Paiva) (1)

- Ed Mort em “Com a Mão no Milhão” (ilust. de Miguel Paiva) (1)

- Ed Mort e Outras Histórias (1)

- Ed Mort em “Procurando o Silva” (ilust. de Miguel Paiva) (1)

- Ed Mort em Disneyworld Blues (ilust. de Miguel Paiva) (1)

- As Cobras em “Se Deus existe que eu seja atingido por um raio” (1)

- As Aventuras da Família Brasil, Parte II (1)

- História de Amor 22 (com Elias José e Orlando Bastos) (3)

- Ler Faz a Cabeça, V.1 (com Paulo Mendes Campos) (5)

- Ler Faz a Cabeça, V.3 (com Dinah S. de Queiroz) (5)

- Novas Comédias da Vida Privada (1)

- O Analista de Bagé em Quadrinhos (1)

- O Marido do Dr. Pompeu (1)

- O Popular (7)

- O Rei do Rock (6)

- Orgias (1)

- Orgias (1) (ed. de bolso)

- O Suicida e o Computador (1)

- O Suicida e o Computador (1) (ed. bolso)

- Outras do Analista de Bagé (1)

- Para Gostar de Ler, V.13 - "Histórias Divertidas", com F. Sabino e M. Scliar (3)

- Para Gostar de Ler, V.14 (3)

- Para Gostar de Ler, V.7 – "Crônicas", com L. Diaféria e J.Carlos Oliveira (3)

- Peças Íntimas (1)

- Separatismo; Corta Essa! (1)

- Sexo na Cabeça (1)

- Sexo na Cabeça (1) (ed. de bolso)

- Todas as comédias (1)

- Zoeira (1)

- A eterna privação do zagueiro absoluto (2)

- Comédias para se ler na escola (2)

- As mentiras que os homens contam (2)

- Histórias brasileiras de verão (2)

- Aquele estranho dia que nunca chega (2)

- Banquete com os Deuses (2)
Romances:

- Borges e os Orangotangos Eternos (8)
- Gula - O Clube dos Anjos (2)
- O Jardim do Diabo (1)
- O opositor (2)

Poesia:

- Poesia numa hora dessas?! (2)

Infanto-Juvenis:

- O arteiro e o tempo (ilust. de Glauco Rodrigues (9)
- O Santinho (ilust. de Edgar Vasques e Glenda Rubinstein) (1)
- Pof (ilust. do autor) (10)

Viagens – Culinária:

- América (ilustrações de Eduardo Reis de Oliveira) (4)
- Traçando Japão (ilust. de Joaquim da Fonseca) (4)
- Traçando Madrid (ilust. de Joaquim da Fonseca) (4)
- Traçando New York (ilust. de Joaquim da Fonseca) (4)
- Traçando Paris (com Joaquim da Fonseca) (4)
- Traçando Ponto de Embarque para Viajar 1 (4)
- Traçando Ponto de Embarque para Viajar 2 (4)
- Traçando Porto Alegre (ilust. de Joaquim da Fonseca) (4)
- Traçando Roma (ilust. de Joaquim da Fonseca) (4)

Antologias:

- Para gostar de ler Júnior - Festa de criança (ilust. de Caulos) – (3)
- As noivas do Grajaú – (11).
- Todas as histórias do Analista de Bagé (1)
- Ed Mort - Todas as histórias (1)
- Comédias da vida privada (edição especial para escolas) – (1)
- Para gostar de ler, v. 14 - O nariz e outras crônicas (3)
- Pai não entende nada - Coleção Jovem – (1)
- Zoeira (seleção de Lucia Helena Verissimo e Maria da Glória Bordini)- (1)
- O gigolô das palavras (seleção de Maria da Glória Bordini). (1)
Participações em Coletâneas:

Para entender o Brasil - Organização de Luiz Antonio Aguiar. Alegro, 2001. Texto: “O cinismo de (todos) nós”.

Os cem melhores contos brasileiros do século - Organização de Ítalo Moriconi. Objetiva, 2000. Texto: “Conto de verão nº 2 - Bandeira branca”.

O desafio ético - Organização de Ari Roitman. Garamond, 2000. Texto: “O poder do nada”.

Para gostar de ler, volume 22 - Histórias de amor - Ática, 1999. Texto: “Uma surpresa para Daphne”.

Porto Alegre - Memória escrita - Organização Zilá Bernd. Universidade Editorial, 1998. Texto: “Bola de cristal”.

Contos para um Natal brasileiro - Relume Dumará, 1996. Texto: “White Christmas”.

Contos brasileiros - Organização de Sérgio Faraco. L&PM, 1996. Texto: “A missão”.

Democracia: Cinco princípios e um fim - Ilustrações de Siron Franco. Organização de Carla Rodrigues. Moderna, Coleção Polêmica, 1996. Texto: “Igualdade”.

Continente Sul/Sur - IEL, 1996. Texto: “Conversa de velho”.
O Rio de Janeiro continua lindo - Memória Viva, 1995. Texto: “Vitória carioca”.

Passeios pela Zona Norte - Centro Cultural Gama Filho, 1995. Texto: “As noivas do Grajaú”.

E o Bento levou (charges) - Mercado Aberto, 1995.

Amigos secretos - Artes e Ofícios, 1994. Texto: “Casados x solteiros”.

A cidade de perfil - Organização de Sérgio Faraco. Centro Cultural Porto Alegre, 1994. Textos: “A mal entendida”, “A compulsão” e “Soluções”.

Separatismo - Corta essa! (cartuns) - L&PM, 1993.

Para gostar de ler, volume 13 - Histórias divertidas - Ática, 1993. Textos: “Atitude suspeita” e “O casamento”.

O humor nos tempos do Collor - Com Jô Soares e Millôr Fernandes. L&PM, 1992.

Nós, os gaúchos - Editora da Universidade, 1992. Texto: “A cidade que não está no mapa”.

Cronistas do Estadão - Organização de Moacir Amâncio. O Estado de S. Paulo, 1991.Texto: “Negociações”.

A palavra é humor - Scipione, 1990. Texto: “Lixo”.

Ler faz a cabeça, volumes 1, 2 e 3 - Pedagógica e Universitária, 1990.

Crônicas de amor - Ceres, 1989. Textos: “Amores”.

Sombras e luzes - Um olhar sobre o século - Organização de Hélio Nardi Filho. L&PM, 1989. Texto: “À beira do tapete, à beira do espaço”.

O novo conto brasileiro - Nova Fronteira, 1985.

Rodízio de contos - Mercado Aberto, 1985. Texto: “Tronco”.

Memórias (Revista Oitenta nº6) - L&PM, 1982.

Temporal na Duque (Revista Oitenta nº 5) - L&PM, 1981.

Para gostar de ler, volume 7 - Crônicas. Ática, 1981. Textos: “Confuso”, “Futebol de rua”, “Comunicação”, “Emergência” e “Matemática”.

Toda a verdade sobre Brigitte D’Anjou (Revista Oitenta nº 3) - L&PM, 1980.

Condomínio (Revista Oitenta nº 2) - L&PM, 1980.

Humor de sete cabeças (charges e cartuns) - Sulbrasileiro Seguros Gerais, 1978.

Antologia brasileira do humor - L&PM, 1976.

O tubarão - L&PM, 1976.

QI 14 - Garatuja, 1975.
Editoras:

(1) – L&PM Editores, Porto Alegre (RS)
(2) – Editora Objetiva, Rio de Janeiro (RJ)
(3) – Ática, São Paulo (SP)
(4) – Artes e Ofícios, Rio (RJ)
(5) – Epu, São Paulo (SP)
(6) – Globo, Porto Alegre (RS)
(7) – José Olympio, Rio de Janeiro (RJ)
(8) – Cia. das Letras, São Paulo (SP)
(9) – Berlendis, São Paulo (SP)
(10) – Projeto, Porto Alegre (RS)
(11) – Mercado Aberto, Porto Alegre (RS)

Após mais de 20 anos tendo seus trabalhos publicados pela L&PM Editores, de Porto Alegre (RS), foi anunciada, em 05/07/2000, sua contratação pela Editora Objetiva, do Rio de Janeiro (RJ).